A importância do Sagrado em nossas vidas

A característica da religião é justamente despertar o sagrado nas pessoas e desvendar-lhes um sentimento que só se acessa através da espiritualidade. De outra forma, as religiões não teriam subsistido através dos séculos. Assim, religião é a forma como cada um vive sua espiritualidade.
As religiões têm a verdade como fim último, são como vários rios que desembocam no mesmo mar. O Pai é um só. (Stela Vecchi)

” As almas padecem por essa falta do Sagrado”.
A humanidade também… A alma satisfeita em seu anseio mais profundo de religar-se à Fonte torna-se um ponto luminoso de luz cristalina no mundo.
(Stela Vecchi
)

Neste texto, Paulo Urban, médico psiquiatra, nos explica a importância do Sagrado na conquista da plenitude humana:

“O que posso atestar nesses 32 anos de exercício clínico é que toda e qualquer psicoterapia que de fato inclua a realidade da alma em sua práxis, jamais deveria deixar de observar essa notável inclinação que de berço as almas trazem para o Sagrado, essa sua natural propensão a ascese, a aspirar por ‘coisas de Deus’.

Assombro-me, estarreço-me quando algumas pessoas me contam fazer psicoterapia por anos a fio sem que sequer tenham tocado neste tema com seus psicoterapeutas, ou ainda, sem que estes mesmos jamais tenham se preocupado em perguntar-lhes algo a respeito, por exemplo, qual seria o papel do divino ou do Mistério em suas vidas.

Afinal, não é outra senão esta a maior causa pela qual adoecemos, as almas mais padecem por essa falta do Sagrado. Qualquer psicoterapia, portanto, que desvalorize a natureza espiritual da alma, esse caráter religioso de que a psique está imbuída intimamente, e que a faz buscar por experiências transcendentes, só será favas e anos perdidos de trabalho espúrio, algo como tratar dos sintomas para que ao longo dos anos possamos ver como eles mudam de lugar.

Isto porque a alma, em sua natural predileção pela luz e pelo calor da divina amorosidade, busca alimentar-se sobretudo de ritos e experiências de transformação que a façam relembrar cada vez mais e com maior clareza da soberana fonte de onde provém toda semente da pretendida cura com que sonhamos. Só quando nos esquecemos de beber dessa água é que de fato adoecemos.

E não vejo haja nenhum outro caminho de cura verdadeira senão aquele que nos põe a pisar na estrada de volta, em direção a esta divina fonte, do mesmo modo que os rios seguem espontaneamente seu curso em busca do mar da Grande Consciência”. (Paulo Urban)

“As almas mais padecem por essa falta do Sagrado”.

Ainda sobre este tema, um trecho do meu livro “No Céu do Hemisfério Sul – Brasil, um Novo Começo”:

Página 57

VI – 1. O significado da palavra Religião e a supra-religiosidade, a paz entre todas as religiões.
A palavra Religião vem do latim religare e significa ligar novamente à fonte, à Vida.
Portanto, é unir. E união não é discriminação.
O verdadeiro religioso sabe que a única forma de não ir contra si mesmo e ser fator de união é não julgar e respeitar as diferenças de crenças, senão ele estaria contra si mesmo, contra o espírito de união que permeia os que amam.
O espírito religioso nasce, cresce e se alimenta de um sentimento muito elevado: o sagrado. E é só neste espírito sagrado que a religião pode ser compreendida e vivida.

A característica da religião é justamente despertar o sagrado nas pessoas e desvendar-lhes um sentimento que só se acessa através da espiritualidade. De outra forma, as religiões não teriam subsistido através dos séculos. Assim, religião é a forma como cada um vive sua espiritualidade.
As religiões têm a verdade como fim último, são como vários rios que desembocam no mesmo mar. O Pai é um só.

VI – 2. LIVE 8 (Tradução livre: Ligado nos 8) – O exemplo de um ato suprapartidário e supra-religioso
Vimos no dia 02/07/2005 uma bela ação de livre iniciativa de grande alcance social e de grande valor para a evolução do nosso planeta, o Live 8.
Não sei porque não se dá mais espaço na mídia para atos desse quilate.

Essa reportagem saiu na Folha de São Paulo, em 03/07/2005:
“Foi de fato o maior evento global da história. O Live 8, um mega-concerto de música reuniu multidões em 11 cidades diferentes do mundo e foi assistido por 3 bilhões de pessoas pela televisão. No Hyde Park, em Londres, levou ao palco mais de 30 artistas e ainda Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft, o secretário – geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, entre outros”.

Simplesmente, uma das mais belas ações planejadas que vimos nestes tempos para minorar um grande sofrimento: 50.000 pessoas morrendo de fome por dia…

Pensemos na quantidade de sofrimento liberado diariamente e, mesmo que não queiram ver, se espalhando por toda a Terra e atingindo de uma forma ou outra todos os habitantes: a Vida é um sistema interligado.
O intuito desse evento, o Live 8 é tão importante que vou transcrever.
O cantor Bob Geldof, um dos organizadores do evento, escreveu esta carta aberta para os líderes do G 8, que compreende os sete dos países mais ricos do mundo e a Rússia, grupo que se reuniu na Escócia.


“Carta Aberta aos líderes do G 8:
Vamos deixar tudo bem claro…Os concertos Live 8 que aconteceram ontem foram uma ocasião musical maravilhosa. No entanto, a despeito do fato de que os maiores músicos populares do mundo estiveram tocando, não foram eles os astros do evento. O ‘8’ em Live 8 não representa oito músicos ou oito bandas.
Representa vocês, do G 8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia).
Quero deixar isso perfeitamente claro logo de início. Todo mundo que está participando desses concertos o faz porque as muitas gerações de pessoas que nos assistirão não continuarão tolerando o sofrimento dos pobres quando dispomos dos meios financeiros e morais para impedi-lo.

Estamos obtendo para vocês o maior mandato para ação da história. Da mesma forma que as pessoas exigiram o final da escravidão, o sufrágio feminino, o final do apartheid, elas agora pedem pelo final da
absurda injustiça de uma pobreza extrema que causa a morte de 50 000 pessoas por dia em pleno século 21.
O Live 8 aconteceu para que vocês, nossos líderes eleitos, agora, em 2005, realizem o avanço exigido por, entre outros, a Comissão pela África, na batalha por tornar a pobreza uma parte do passado.Vocês sabem o que precisa ser feito, especificamente.
Quanto à assistência: prover US$ 25 bilhões em assistência adicional à África e preparar planos para garantir que essa assistência seja verdadeiramente eficaz na erradicação da pobreza. Essa quantia precisa
ser somada a outros US$ 25 bilhões destinados aos países mais pobres do mundo. Trata-se do absoluto mínimo requerido para começar a vencer a batalha contra a pobreza extrema.
Quanto à dívida: confirmar o perdão de 100% das dívidas anunciado na reunião dos ministros das Finanças do G 8 e assumir o compromisso de perdoar 100% da dívida de todos os países que precisem disso e de remover as políticas econômicas prejudiciais que lhe são impostas como condição.

Quanto ao comércio internacional: tomar medidas decisivas para pôr fim às regras de comércio injustas e permitir que os países pobres construam suas economias no ritmo deles. É só por meio do comércio que a África poderá um dia derrotar a pobreza por conta própria.

Quero deixar igualmente claro que, ao mesmo tempo, os governos africanos precisam estar livres da corrupção e do banditismo e adotar práticas reconhecidas de boa gestão, prestação de contas e transparência diante de seus povos e do mundo.
Vinte anos atrás, no Live Aid, pedimos caridade. Agora, com o Live 8, queremos justiça para os pobres.
A reunião do G 8 nos próximos dias pode dar os primeiros passos reais em direção à erradicação dos extremos de pobreza, de uma vez por todas.
Nós não aplaudiremos meias medidas ou retórica vazia. Precisamos de um avanço histórico.
Não nos desapontem. Não criem uma geração de cínicos. Não traiam os desejos e as esperanças dos pobres do mundo. Devemos ou não permitir que aquelas 50 mil pessoas que morrem por dia continuem a viver?”

Foi uma ação maravilhosa, e hoje sei que um ato grandiosoo desse nunca cai no vazio. Sempre dá o fruto correspondente, ainda que não imediato. Esse ato inicia uma nova percepção do poder que temos em exigir mudanças para que esse mundo fraterno nasça entre nós. E todos, todos nós, vamos usufruir melhores dias! Será que é tão difícil enxergar que o bem de cada um se reflete positivamente no todo?

Eis um exemplo de um ato supra-religioso, porque une todos os que buscam o bem, independente de suas crenças ou partidos políticos pessoais.

Leia o livro na íntegra:
Download grátis neste link

https://www.fengshuilogico.com/downloads/livros/No_Ceu_do_Hemisferio_Sul/No_Ceu_do_Hemisferio_Sul.pdf



No Céu do Hemisfério Sul Brasil, um Novo Começo Stela Vecchi




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