O convite de Cristo

Esses textos são frutos de minhas meditações sobre o caminho que percorro desde que aceitei o convite de Cristo.
Para mim, sua vida, seus ensinamentos, seus exemplos são um convite.
Um convite para conhecer a vibração superior, o reino dos Céus que está dentro de nós, mas que precisa ser descoberto como um tesouro escondido em terras não conhecidas ainda.
Ao encontrar esse tesouro, vamos descobrindo tudo que precisamos para compreender que Cristo é uma parte de nós mesmos resgatada por Ele.

Nossa vida transcorre dentro de sistemas familiares, sociais, planetário.

E segundo alguns estudiosos, somos nós mesmos lidando com nossas luzes e sombras manifestas em tudo que nos cerca.

É muito difícil chegarmos nessa verdade: somos nós mesmos que criamos nossa realidade, e com ela tudo que precisamos para crescer e transcender a frequência de dor em que podemos nos encontrar.

Ao entender isso, entendemos também que Cristo é um aspecto interno que está em cada um de nós.
Com sua vida vivida integralmente, unida à Vida do Criador que chamou de Pai, atraiu tudo a si mesmo e exigiu de cada um de nós nossa posição.

E assim, cada um de nós que o aceita e caminha na vida para revelá-lo cada vez mais, torna-se um Cristo e comunga com a Vida, religa-se ao Todo.
Por isso Cristo também é denominado de Sol Nascente, que rege a Vida em nosso planeta.
“O poder do Sol não é apenas uma energia física, mas também um poder vital. O que vemos no Sol é idêntico ao poder espiritual por trás do Sol”.
A Numerologia e o Triângulo Divino, Faith Javane e Dusty Bunker, Pensamento, 2009.

Como um Sol Nascente, as palavras de Cristo iluminam as buscas dos que anseiam.

E assim como o Sol estabelece uma relação única com cada ser que ilumina, Cristo também nos ilumina de forma diferenciada.
Por isso tão numerosas as vocações de amor tão variadas despertadas por aqueles que aceitaram seu convite para os guiar para a dimensão superior.

Mestre inigualável, nos ensinou em detalhes o caminho árduo, estreito, e pleno de gratidão que se apresenta aos que iniciam a vida da alma, agora desperta.

Muitas comparações que Ele usou para explicar a dimensão do Amor são compreendidas até hoje, mais de 2000 anos depois com todas as transformações profundas que se seguiu através das épocas.

Podemos entender que um comerciante de pérolas, acostumado a ver pérolas de todos os tipos e tamanhos, se depara um belo dia com uma que lhe arrebata o coração por tanta beleza: e sem pensar duas vezes, vende todas as que tem para comprar aquela tão mais cara e preciosa.
Implícito nesta parábola, as renúncias que teremos que fazer para atingirmos o reino dos céus.
Com o tempo, percebemos que não são mais renúncias, porque vamos rejeitando aqueles prazeres que já não satisfazem nosso ser acostumado então a manjares muito mais finos e saborosos.

Os sabores da alma despertados pela nossa vida espiritual ativa, elevam nossos sentidos.

Alguém pode imaginar a inutilidade de dar pérolas aos porcos? De novo a pérola, uma preciosidade, é comparada à sabedoria gerada dentro de nós despertada pelas palavras de Cristo.

Aquele que me ama, guarda minhas palavras. E meu pai e eu faremos morada em seu coração.

E de seu ventre, jorrarão rios de água viva.

É o nosso interior que passa a ser habitado pelo Espírito Santo, pela energia psíquica generosa e sábia e que preenche nosso íntimo com a Vida que não se acaba.

Muitos foram alimentados por suas palavras. Santa Teresinha de Lisieux, antes de respirar pela última vez neste plano, declara: “Não morro, entro na Vida”.

É fascinante seguir esse Divino Mestre.
Abre-se diante de nossos olhos uma vida cheia de significado. De compreensões profundas. E também de perplexidades inevitáveis diante da inconsciência dos que ainda não despertaram sua alma e praticam a mentira, a ira, o ódio, a indiferença, a preguiça, entre tantos outros estados inferiores de ser.

E para os que escolheram subir a montanha da Sabedoria existem 2 atitudes que matam a alma: a mentira e a ira.
A mentira porque quem é mentiroso jamais pode conhecer a sutil vontade de Deus expressa na verdade da Natureza, dos frutos de nossos atos.
E a ira, porque nossa vida para permanecer viva, deve estar mergulhada nas águas do perdão:

O Amor é pacífico por natureza.
Só entra em combate quando pressente que o mal que percebe pode destruí-lo.
E ainda assim, o faz pedindo perdão e perdoando.
O perdão é o sal que mantem a pureza da alma, o único ambiente em que o AMOR permanece.
Porque o Amor é purificado tanto pela Água como pelo Fogo.
Até se tornar como chama suave dentro de você.

Somos o sal da terra. Somos os olhos que veem.
Somos os filhos do Altíssimo quando fazemos a paz.
E temos fome e sede de justiça.
Queremos um mundo justo e fraterno.
Pleno de compreensão e sensatez. Ao mesmo tempo.

Com firmeza na decisão e suavidade na ação, sempre que possível.
Tratando das coisas com a prudência das serpentes.
E a simplicidade das pombas.

Com mansidão e humildade em nosso coração, pleno de graça e alegria divinas.

A verdade é a base do Amor.
Ele proclama Eu Sou a Verdade.
Mas nunca disse Eu Sou o Amor.
Porque Amor sem verdade sequer existe.

Stela Vecchi

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