Feng Shui Lógico para o Hemisfério SUL

solsticioAs estações do ano e sua alternância nos Hemisférios Norte e Sul

A inclinação do eixo da Terra gera as estações: no verão no Hemisfério Sul, é a metade da Terra abaixo da linha do Equador que se inclina em direção ao Sol. Apesar de óbvio,ter a informação é muito diferente de ter a percepção, e pensar nisso é que nos torna conscientes das grandes diferenças de vivermos em um país tropical, onde a primavera é eterna, como diria alguém que nascesse no Hemisfério Norte, se viesse morar no Brasil.
Portanto, por causa do eixo de inclinação, gera o inverno no Hemisfério Norte.
Inverno com neve, com esportes de inverno, com restrições severas anualmente no período dos rigores invernais. Com mudanças radicais entre verão e inverno.
A mesma Terra, o mesmo tempo cronológico — com as diferenças de fuso horário, claro — mas regiões vivendo situações diametralmente opostas, que se invertem ciclicamente, o movimento do Yin e do Yang.
Mas, será que ter consciência disso é tão necessário, mesmo? – pensei com meus botões.

Aqui abro um parênteses: O Brasil é ainda uma colônia cultural ?

Porque a Terra está dividida geograficamente em dois hemisférios, gerando circunstâncias e características próprias em cada “metade”. No entanto, percebemos preocupados que as pessoas responsáveis pela introdução de conceitos gerados na parte de cima do Equador não costumam adaptar à nossa realidade, cultura, língua, esses mesmos conceitos.
Esse fato tem enfraquecido nossa consciência de individualidade nacional e hoje nos tornamos uma colônia cultural desses países do Hemisfério Norte.
O primeiro passo para nos libertarmos é divulgar e esclarecer de forma maciça nossa posição geográfica e as nossas particularidades.

Do ponto de vista do Feng Shui, acontece a mesma coisa.

A resposta é que nascemos para saber, para conhecer, e só quem conhece pode amar. Assim, deduzi que esse conhecimento básico, digerido, pode expandir nossa visão da vida, e despertar nosso amor pela Terra e pela Natureza. Pela Vida.
Porque para “ver” isso precisamos conseguir imaginar a Terra em seu movimento no espaço, e conseguir fazer isso permite a ampliação de nossa consciência: portanto, nos dá a abertura de uma nova visão, começando a ver o todo, ao invés de vermos só em partes.
E nos ajuda também a deduzir, captar sinais e também decifrar símbolos, porque eles exigem essa visão do todo: é como se estivéssemos usando o recurso do efeito zoom de uma máquina fotográfica.

Viver percebendo isso nos dá uma nova consciência da vida, de estarmos vivos, e de nossa contribuição a esse espetáculo majestoso. Nos dá uma nova visão da dignidade humana.
Vemos que cegos, são os que não enxergam o todo, ou que não enxergam um palmo diante do nariz.
Lembrei-me novamente de Jesus: Os que tiverem olhos de ver….e de Hermes Trismegisto
– Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.

O Princípio da Correspondência, de sua autoria, nos ensina:
“O que está em cima é como o que está em baixo,
e o que está embaixo é como o que está em cima.”

Terra

Terra - Ponta cabeça
Convencionou-se o mapa da Terra com o Hemisfério Norte em cima, mas poderia ser o contrário, já que as duas posições se equivalem.

E vi, novamente, a Terra girando no espaço…

– O Princípio da Polaridade

E em seguida, associei com o que havia estudado a respeito dos pólos celestes com o Princípio da Polaridade, também expresso pelo três vezes sábio Hermes:
“Tudo é duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa;
os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam ; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

Por causa dessa lei podemos mudar ódio em amor : são graus diferentes da mesma Força original. Isso é alquimia…

Nessas alturas, eu me deliciava com a ideia de liberdade que dá imaginar a Terra, inclinada, girando em torno de si mesma e em torno do Sol, e nós dentro dela. E com os princípios de equivalência agindo em todo tempo e lugar.
É mesmo uma visão maravilhosa: o planeta Terra é como se fosse a nossa nave, porque viaja através do espaço. É nossa casa maior, já que habitamos sobre ela.
Intui que conhecer o caminho de nosso planeta é também conhecer o nosso caminho.
E só podemos conhecer um pouco sobre isso através dos astros do Céu.

Polaris, a estrela-guia do Norte

Então, minha mente levou-me aos primórdios de nossa civilização, e compreendi que o desenvolvimento da civilização em nosso planeta está diretamente ligado à descoberta pelo homem da função de orientação da Estrela Polar, no Hemisfério Norte.
Eles não conheciam nada da realidade que os cercava! Tinham que observar e conhecer os movimentos do Sol e das estrelas para começarem a desvendar a Vida.
Compreendi que quando o ser humano percebeu que havia uma estrela no céu que era fixa em relação às outras e que estava sobre o Polo Norte, ele encontrou um ponto de referência seguro para aventurar-se e voltar com segurança para casa, mesmo de noite.
A descoberta e a expansão de nosso mundo se deu por causa desse conhecimento e de se encontrar algo seguro, que estava sempre lá.
De dia, ele tinha o Sol. E de noite, as estrelas fixas.
Nenhum instrumento pode substituir o valor da consciência dos luminares naturais, nem mesmo a bússola. Ela pode ser um auxiliar, mas é o conhecimento por nós que produz aquele senso de orientação interno, o Norte de cada um.
Ainda, o conhecimento pela pessoa das duas orientações, Terra e Céu, sintoniza-a com o mundo terrestre e celeste e assim ela percebe a Vida na forma que ela realmente é, em todas as suas dimensões:
o seu mundo interno — ela com ela mesma –
do planeta que a sustenta — a Terra –
e do céu em que esse planeta está inserido.
Esse é o verdadeiro religar, a conexão entre nosso mundo interior, nosso eu, com o mundo exterior: a Comunhão. Com o Amor que move o Sol e as Estrelas…

Percebi que o senso de orientação é a base da verdadeira sensação de segurança, de paz interior: a pessoa sente que sabe para onde vai, porque ela caminha junto com o Universo, está inserida nele, faz parte dele.
E tem uma outra percepção que surge através deste conhecimento: quando estamos conscientes disso, percebemos a importância de nossa casa, nosso habitat no planeta, e sua conveniência em estar em harmonia com esses movimentos. Mas isso é uma outra história…que fica para uma outra vez…

Extraído do livro O Caminho da Sabedoria, de Stela Vecchi

Leia o livro na íntegra:


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