O amor que buscamos

[photopress:Condor.jpg,full,alignleft]Amar é uma obrigação. Gostar, não. Perceber essa diferença é muito importante quando nos relacionamos. Somos seres diferentes, não há dois seres humanos exatamente iguais e além disso nosso ser é um ser em constante modificações, sinal de que estamos vivos.

Por isso que Jesus se referia aos que não tinham olhos de ver como mortos. Quem não está fluindo e se modificando, alargando seus horizontes, está estagnado e portanto, não conectado a todas as influências que sofremos. Desde as diferentes luzes solares durante o dia como o doce caminhar de nosso planeta pelo espaço, determinando os anos, os meses, dias e as noites, com suas diferenças vibracionais.

Quem tem os olhos abertos, está ligado a tudo isso. Por isso, naturalmente compreende as mudanças tanto na natureza como nas pessoas, que nascem, crescem, entram na maturidade, envelhecem e finalmente entregam seus espíritos ao Criador.

Por isso, amar tudo que nos cerca e amar as pessoas, isto é, desejar sempre o bem para todos, ou pelo menos que suas vidas estejam no caminho da Luz, é algo que deve ser inerente a todo ser humano. Mas certamente isso não inclui nem poderia incluir, dadas nossas diferenças de estágio e de compreensão, gostar de todas as pessoas.

Gostar significa ter prazer em estar em sua companhia, conversar e sentir as boas vibrações que esse contato nos proporciona. Inveja, ciúme, autoritarismo, rebeldia, tudo isso torna uma conversa muito desagradável e suas vibrações nos prejudicam.
Seria muito melhor evitar tais confrontos quando possível e aceitar que não gostamos dessa ou daquela pessoa, ao invés de forçar qualquer entendimento. Se isso vai mudar um dia, temos que esperar para ver.

Entendimento não se força, a harmonia é um estado que brota naturalmente entre pessoas que tem olhos de ver.

Stela Vecchi