A reinterpretação de Deus que nossos tempos exigem

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Você terá que explicar tudo em detalhes.
Essas palavras ressoavam em minha cabeça e ao mesmo tempo me perguntava: – Como?
Como falar sobre o que eu havia pesquisado e vivido durante tantos anos na profundidade sobre Deus? E que eu julgava que iria ficar para sempre oculto dentro de mim mesma?

Minha natureza busca a profundidade e os mistérios da vida. Para muitos, viver pode ser apenas dar conta de seu cotidiano. Para mim, é muito pouco. O que são 80 anos de vida para tentar explicar o quebra-cabeça da vida humana?
É preciso encontrar um denominador comum entre a religião e a ciência: a verdade.

Noticiado pela Uol, a frase em negrito exemplifica que a evolução do conhecimento exige humildade.

Plutão deixa de ser um planeta
Em 2006, a União Astronômica Internacional rebaixou Plutão para uma divisão inferior de objetos do Sistema Solar, dando-lhe o apelido de “planeta-anão”. Para a IAU (sigla em inglês), um planeta tem massa suficiente para ficar isolado em sua órbita. Ao longo de sua formação e evolução, o planeta “limpa” a região ao seu redor. Isso não acontece com Plutão, pois há vários objetos a sua volta. Além disso, seu tamanho – 2.300 quilômetros de diâmetro – também contribuiu para o rebaixamento. Destaca-se aqui o fato de os critérios científicos serem alterados e restabelecidos, de acordo com a evolução do conhecimento.

A capacidade humana de compreender e decodificar a realidade vai se modificando com as descobertas científicas. Da mesma forma, é preciso encontrar o fio da meada da evolução do pensamento religioso humano que deve caminhar através dos tempos a encontrar o pensamento de seu mestre e fundador. A Igreja Católica (católica significa universal) através de seus doutores precisa explicar essa evolução e desembocar na personalidade gloriosa de Jesus Cristo.

Falar sobre Deus não é tarefa das mais fáceis. Li muitos livros que falam sobre Ele, além da Bíblia, leitura obrigatória para que possamos dizer alguma coisa de útil.

Livros dogmáticos não me seduzem. A verdade, sim. E é sobre esse prisma, a busca da compreensão real da condição humana é que me proponho a escrever sobre esse delicado assunto.
Podemos existir meramente e podemos usufruir da consciência de estarmos vivos por determinado espaço de tempo, o quanto dura nossa vida mortal.
Portanto, podemos dividir a humanidade entre os que usam toda a capacidade que recebemos para elucidar os mistérios que envolvem a existência humana e os que apenas se preocupam em acumular bens, dedicar-se à família, às vaidades, ou mesmo apenas poder pagar suas contas no fim do mês, esquecendo-se do essencial. Viver a essência, sem deixar de ocupar-se com os transitórios, é nosso grande desafio.

Olhando para o Mestre para compreender sua doutrina

O Fio da Meada

A unificação das consciências pela verdade dos fatos e da evolução histórica em nosso planeta

Para estabelecer um contato com a dimensão imediatamente superior humana temos que desenvolver toda nossa capacidade como participantes da vida em nosso estágio.
Podemos entender Deus como uma escala hierárquica de conhecimentos e que cada fase nos possibilita a uma compreensão mais perfeita. A perfeição possui graus e pelo tipo de vida que encontramos por aqui em nosso planeta ainda estamos longe das condições necessárias para uma evolução consciente.

Comodismo e cristianismo não combinam. No entanto, a deturpação da doutrina de Jesus gerou grande confusão. Talvez a questão seja simples: aquele que se diz cristão muitas vezes conhece pouco da vida e das palavras de Jesus.
A missão de Jesus foi dificílima. Nasceu judeu, um povo que tinha se preparado cerca de 2500 para acolher o Filho de Deus.
Até o aparecimento de Jesus, os grandes profetas tinham sido Abraão e Moisés. Mesmo tendo se enraizado na sociedade judaica o culto das aparências, poderia ser que reconhecessem quem era Jesus. Ao menos, havia essa possibilidade.

Algumas passagens de sua vida demonstram isso. Quando ele vê Natanael, o elogia dizendo que ele era um verdadeiro judeu. Deduzimos que não devia ser fácil encontrar um.

As palavras de Jesus são muitas vezes enigmáticas para quem não gosta de pensar. Em outra passagem ele usa a palavra fermento em outro sentido: guardai-vos do fermento dos escribas e dos fariseus. Fermento foi usado no lugar de orgulho, que faz crescer a cegueira espiritual.

A chegada de um avatar em nosso planeta exige uma preparação de milênios. O ser humano é tão apegado à matéria que compreender dimensões espirituais é apenas para os poucos que conquistaram méritos em outras vidas.
No reino espiritual a justiça é plena.
A verdade é a condição básica para que esse mundo trazido pelo avatar seja compreendido. Imagine a distância inicial entre ele, Jesus Cristo, e nós. Com o tempo, nossos esforços, estudos e práticas vão nos abrindo os olhos e nascemos de novo.

As condições para adentrarmos em seu mundo são:
1. Apaixonar-se pela verdade. Nunca pensar uma coisa e dizer outra.
2. Beber o sangue e comer da carne. O sangue é a maior manifestação, a mais pura, da vida. Essa frase nos ensina que é preciso respirar Jesus,vivê-lo continuamente dentro de si. Quem vê a mim, vê ao Pai. Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu.
3. Nascer do novo. Usando um analogia com a cosmovisão inca, podemos perceber que o poder espiritual inca possuía consciência dos três mundos: serpente, puma e condor. Quando você nasce de novo, você adentra no mundo do puma e já não faz mais parte da dimensão da serpente. E um dia, você começa a voar, como um condor…

Stela Vecchi

Capa Caminho


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