Qual o limite entre o egoísmo e o saudável cultivo da individualidade?

Em nossa vida familiar nos deparamos com freqüência entre a “cruz e a espada”: entre sacrificar-se pelo outro ou cuidarmos apenas de nós mesmos.
Há um grande erro nessa análise: se tivermos como meta o bem maior, o bem jamais poderá gerar algum malefício devido a sua natureza essencial: o bem faz bem, não há exceções.
O que é preciso é desenvolver uma visão além das circunstâncias. Muitas vezes pensamos que estamos perdendo tempo e na verdade podemos estar ganhando substâncias em nosso espírito, que é eterno. Estamos ajuntando tesouros imperecíveis, onde as traças não roem e nem o ouro sofre ferrugem.É dentro de nós que será feita a alquimia: se sentirmos a situação como uma afronta, talvez o melhor seja fugir dela, porque amargura é péssima conselheira.Mas nossos méritos não serão aumentados.
Mas se conseguirmos ver a pessoa que nos atrapalha ou limita como um instrumento da Providência divina para a lapidação de nossa alma, então conseguiremos até mesmo amar essa pessoa que no momento age como nosso inimigo (Isto é, não desejar-lhe mal). E que nos proporciona uma oportunidade de crescermos em nosso espírito, aumentando nossas potencialidades.

Essas pessoas privilegiadas têm olhos de ver, e seus atos de compreensão, ainda que exijam muitos esforços, darão os frutos em seu momento certo.

Cada caso é um caso. Aplicar a equidade em nossos juízos e percepções é fundamental para nos libertarmos das prisões interiores.
E não sairemos delas enquanto não pagarmos cada centavo que devemos para a Vida.
Stela Vecchi

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