A linguagem da Bíblia é interdimensional e sua finalidade é abrir a nossa capacidade de transcender a realidade

A linguagem da Bíblia tem como finalidade a abertura e o desenvolvimento da terceira visão, isto é, da capacidade de ver além das aparências.
Isto só foi possível em sua totalidade com os ensinamentos e exemplos de Jesus Cristo. Por isso ele é o centro da história. Poucos transcedem a linguagem escrita (que mata) e chegam ao espírito da mensagem, que dá vida. Esta é a diferença entre o sentido literal e o sentido panorâmico, tridimensional.
Isto é ter olhos de ver, e ouvidos de ouvir.

Estudiosa do cristianismo há muitos anos, quando comecei a estudar a filosofia oriental,
constatei com surpresa a semelhança de textos e das afirmações de O Livro das Mutações, e alguns trechos da Bíblia. E, aos poucos, fui percebendo a linguagem ficando mais fácil e outras interpretações surgindo em minha mente e coração.

A mensagem espiritual fala ao coração, nos alimenta. E o Ocidente ainda raramente utiliza esse canal, o do sentimento de união pelo espírito.
A linguagem espiritual só se compreende na comparação com a natureza, obra do Pai Criador.
Alguns ocidentais captaram esse sentimento e o colocaram em palavras, como São João da Cruz, porém ele não é tão conhecido assim pelos leigos cristãos. Além de sua mística ser algo difícil de ser compreendido, tal sua profundidade e elevação.
Os místicos são guiados pelo coração elevado pela oração e meditação. O coração intui, vê além, a mente só analisa e deduz, outras vezes até confunde.
E compreendi a verdade de Cristo ser oriental. Ele nasceu no Oriente Médio, ou Oriente Próximo e portanto sentiu a influência da cultura oriental. E sua linguagem era de lá.
O Ocidente O recebeu, porém poucos O compreenderam.
E a razão é simples: precisamos treinar nossa mente a perceber o mundo oriental, para compreendermos a linguagem de Jesus.
Conceitos arraigados para eles, como o fato de sermos únicos; o senso de espaço geográfico; o treino da percepção da natureza e o discernimento, para nossa cultura imediatista e não contemplativa se tornam palavras de difícil entendimento.

Precisamos nos familiarizar com a linguagem oriental, se quisermos entender as palavras de Jesus.

Stela Vecchi

About Stela Vecchi

Estudiosa desde 1976 de Espiritualidade, Stela Vecchi encontrou na técnica oriental Feng Shui uma poderosa ferramenta para transformar a realidade, atraindo as melhores soluções para todas as fases de nossa vida. É a criadora de uma nova perspectiva de Feng Shui, o Feng Shui Lógico, que defende a adaptação do Ba-guá da Seqüência do Céu Posterior para o Hemisfério Sul. Sua teoria é baseada nos trigramas (e sua correlação com as estações do ano), e na mesma função das Estrelas-guia do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul: Polaris e Alpha-Crux. O Feng Shui Lógico criou o Método Solar das Quatro Estações, método inédito e válido nos dois hemisférios. Essa perspectiva compreende a profunda base filosófica chinesa e atualiza no Tempo e no Espaço essa importante ferramenta para criar harmonia e prosperidade. Autora dos livros Feng Shui Lógico (Ícone Editora, SP, 2004); No Céu do Hemisfério Sul, Brasil um Novo Começo, onde analisa a bandeira brasileira de um novo ângulo. O livro é dedicado à Educação; e O Caminho da Sabedoria, um livro sobre o AMOR. Suprarreligiosa, entende que estamos diante do desafio de unir tudo e todos no Amor-Cósmico, uma nova forma de entender e praticar o Amor: no equilíbrio e no respeito às diferenças. Ministra cursos de Feng Shui Lógico (Básico, Avançado e Profissionalizante). É consultora de Feng Shui Lógico e astróloga.
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