Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz, carmelitas e mestres da espiritualidade

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Para percebermos como se formou o pensamento cristão no Ocidente e quais foram suas maiores influências, não podemos deixar de citar dois grandes místicos espanhóis, Santa Tereza d’Ávila (1515–1582) e São João da Cruz (1554– 1591).
Eles foram os pilares da mística, deixando livros que são verdadeiros tesouros espirituais. Há uma tradução para o português dessas obras por Frei Patrício Sciadini, nosso contemporâneo, do livro chamado San Juan de La Cruz, o poeta de Deus, simplesmente magistral na descrição dos sentimentos experimentados pela alma no caminho da Mística.

Santa Teresa reformou a Ordem Carmelita, formada por monjas contemplativas. São dela esses versos:

Nada te turbe
Nada te espante
Tudo passa…
Deus não se muda,
A paciência tudo alcança
Quem tem a Deus
Nada lhe falta
Só Deus basta !

E São João da Cruz fundou a ala masculina, a Ordem dos Carmelitas Descalços.
Veja esse poema desse gigante da Mística:
Profunda é a guerra e o combate,
porque há de ser também muito profunda
a paz que a alma espera.
E se a dor espiritual
é íntima e penetrante,
o amor que há de possuir a mesma alma
será íntimo e apurado.
Com efeito, quanto mais íntima, esmerada e pura
há de ser e ficar a obra,
tanto mais íntimo, esmerado e puro
há de ser também o lavor;
e o edifício será tanto mais firme
quanto mais forte o fundamento.

Ainda, sobre a diversidade dos caminhos pelos quais Deus leva uma alma à união com Ele:

Cada alma por seu lado, e
conforme a sua própria vocação,
segundo o espírito e o estado que Deus lhe dá,
com muita diversidade de exercício
e obras espirituais
segue por esse caminho
que consiste na perfeição evangélica
na qual encontra o Amado
em união de Amor
depois de ter chegado à desnudez espiritual
acerca de todas as coisas…
Ainda:

O conhecimento, cheio de suavidade,
proporcionado por Deus de si mesmo
à alma que o busca,
é o rastro e pisada
por onde ela vai conhecendo e procurando a Deus (…).

E no sucinto Busca de Plenitude, cuja sabedoria é profundíssima, e só as almas muito adiantadas no caminho podem perceber sua verdade:

Para chegares a saborear tudo,
Não queiras ter gosto em coisa alguma.

Para chegares a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma

Para chegares a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma
Para chegares a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.

Para chegares ao que não sabes,
Hás de ir por onde não sabes.

Para vires ao que não possuis,
Hás de ir por onde não possuis.
Para chegares ao que (ainda) não és,
Hás de ir por onde não és.

Quando reparas em alguma coisa,
Deixas de arrojar-te ao tudo.
Porque para vir de todo ao tudo,
Hás de negar-te de todo em tudo.
E quando vieres a tudo ter,
Hás de tê-lo sem nada querer ( por isso mesmo sorvendo tudo…).
Porque se queres ter alguma coisa em tudo
Não tens puramente em Deus teu tesouro.

Ou:
E quando nada mais quis, tive tudo, sem querer…

Esse poema só pode ser entendido pelo espírito, a mente é incapaz de alcançar por causa de sua transcendência.

Como eram reformadores, houve intensa perseguição dos antigos monges, que não aceitavam essa reforma. São João foi incompreendido pela sua própria ordem, e preso, passando sofrimentos em sua cela, onde escreveu sua grande obra.

— Eu não entendo… Como pode ter acontecido isso entre cristãos?
— As pessoas de vanguarda quase sempre são incompreendidas, as instituições resistem fortemente ao novo e até julgam que estão fazendo um bem, até pensam estar servindo a Deus.
— Mas hoje sabemos que não.

— Hoje, diante de tantas luzes trazidas pela ciência, que também tem sua história de dificuldades, mais pessoas são esclarecidas e percebem que o mal nunca é o melhor caminho, porque é o caminho cármico, o caminho da dor, e está se abrindo o caminho do darma, da transformação pelo bem, pela sabedoria.

Stela Vecchi

Ainda,
João da Cruz era um profundo conhecedor do coração humano.
Por isso, “como o amor de Deus e o amor da criatura são opostos, é preciso ir limpando a alma do amor das criaturas para que a graça a invista e encha de amor divino”.

E tanto maior será este investimento e plenitude, quanto maior for o vazio da criatura que acha na alma:
“Olvido do que é criado, memória do criador, atenção ao interior, e estás amando o Amado”.
Wikipédia

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Download grátis – O Caminho da Sabedoria, de Stela Vecchi

Stela Vecchi é escritora e consultora de Feng Shui.
Autora do livro Feng Shui Lógico (Ícone Editora, SP, 2004), ministra cursos de Feng Shui Lógico, técnica que favorece a felicidade porque deixa sua casa harmoniosa e plena de energia benéfica.
Autora do livro No Céu do Hemisfério Sul – Brasil, um Novo Começo, onde analisa a bandeira brasileira de um ponto de vista inédito.
Seu último livro, O Caminho da Sabedoria, é sobre o amor e sobre o verdadeiro significado dos relacionamentos amorosos em nossa vida.

Visite também o site: www.fengshuilogico.com

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