Amor: a paixão serena que nos move

Todas as energias têm seu ponto de equilíbrio. Até a paixão.
Quando nos referimos à paixão de Cristo, podemos estar nos referindo ao amor intenso que Ele nutriu e nutre pela humanidade. É a paixão que nos move: sem ela, não haveria os grandes santos, os grandes cientistas… Só que deve ser uma paixão serena, como se regulássemos o fogo para que ardesse de forma contínua, e não como uma labareda que se consome intimamente, até desaparecer…
Paixão serena pela Vida exige desapego ao lidar com as manifestações da vida.

Nossa forma de amar revela nosso grau espiritual. O que adianta dizermos que amamos a Deus, se nossa justiça pessoal comete erros crassos? Quando estamos na Luz, ela nos guia e vai iluminando nossa forma de pensar, para que nosso coração se torne cada vez mais inteligente e nossa razão, intuitiva. Esse é o resultado da chegada ao nosso destino espiritual, meta de nossa fé.
Quando conhecemos a verdade, ela nos liberta e nos abre novas portas de percepção, onde o prazer de estarmos vivos, conscientes e participantes dessa orquestra onde cada ser emite sua nota, que é a Vida, se torna cada vez mais perfeita.
A conquista de um coração inteligente, forte e sereno, alimentado pela razão humanizada é o resultado da integração de nossas capacidades (razão, emoção, corpo e espírito) em perfeita harmonia, trabalho que cada um deve levar a bom termo sozinho.
As armadilhas são muitas, por isso nosso maior trabalho é viver na verdade de nossa intenção, na pureza dela, com coragem de termos as experiências que necessitamos, sem medo mas com prudência e confiando nos caminhos que os mestres nos ensinaram.
Seremos então mestres de nós mesmos, como cada discípulo que chegou no caminho apontado por aquele que o guiou.
Os mestres nos mostram como viver na Luz, a mestra dos mestres.

O Amor é um só, porém possui muitas faces:

Amor pela Vida, que nos mantém e por seu Criador, com todo nosso entendimento, de todo o nosso coração e com todas as nossas forças é a justiça exigida perante tudo que a Vida nos dá: os dias e as noites; o ar que respiramos; o calor do Sol e do fogo; a água cristalina; o chão de terra do planeta Terra com suas rochas; o oceano com seus segredos; os luminares do Céu e as estrelas-guia; os animais e a beleza das aves, que nos alegram com seus cantos; as benesses do reino vegetal com seus frutos saborosos e a alegria do coração que tudo isso alimenta continuamente. Os símbolos, alimento constante de nossa inteligência e a conseqüente delícia que suas revelações nos trazem.
Por tudo isso, louvemos através de nossa forma pessoal a esse espetáculo com toda nossa capacidade, revelando nossa gratidão.

Amor saudável por nós mesmos, procurando através da bondade para conosco, ser nossos maiores amigos, suprindo as necessidades de nosso corpo, mente, emoções e espírito.
Nossa natureza é única, portanto só o autoconhecimento pode nos fornecer essas informações.
Cultivando o respeito que temos por nós em relação às pessoas de nossas relações.

Essas atitudes nos libertam:compreendemos que sem liberdade, não podemos atingir a dignidade para a qual fomos chamados. E livre é aquele que pode tudo sobre si mesmo, na humildade diante do mistério maior, que é o Deus de nossos corações e seu projeto a nosso respeito.
Essa atitude faz com que não julguemos nem a nós mesmos, base para não julgarmos nem condenarmos nosso próximo, e condição para vivermos na paz interior.

Com a paz interior surge o discernimento. E vemos que muitas vezes os nossos inimigos podem ser os de nossa própria casa. São as pessoas com quem convivemos que podem restringir nossa liberdade de ser o que somos em essência com suas críticas, com seu apego que chamam impropriamente de amor, com suas exigências. Não há duas pessoas iguais, o que serve para um pode muitas vezes não servir para outro, portanto o respeito às diferenças, na paz, é que constrói núcleos sadios familiares. Como ensinava Huberto Rodhen, não deveríamos nunca permitir que nossa felicidade dependesse de nada nem de ninguém, essa é a verdadeira liberdade, e as famílias deveriam ter como função maior ser o apoio para o encontro com nossa verdadeira essência.

Complexo de culpa ou escrúpulos?
Quando fazemos o melhor que podemos para contribuir para a paz, percebemos que há pessoas que fazem justamente o contrário: criam problemas onde não existem. Quem sabe mais precisa agir com mais sabedoria. Colocar limites, no amor, isto é, sem raiva, começa a colocar a vida em família nos eixos benéficos.
Quando estamos nesse bom senso, a sensação de que tudo está bem é forte, serena. É a paz viva, dinâmica, cheia de energia e disposição que temos dentro de nós: é o céu dentro de nós.

Em relação à sociedade, a exigência amorosa é mais saborosa: compreender qual nosso grau de percepção e nossa missão, isto é, nossa capacidade em agir para auxiliar na evolução desta sociedade, de acordo com nosso mister. O prazer de contribuir para o bem social é muito grande, mas essas pessoas precisam viver condignamente sua vida material, senão não estariam sendo justas em relação ás exigências com seu corpo, instrumento para realizar esse bem.

Então, surge a responsabilidade política: auxiliar os membros da sociedade que têm a vocação de trabalhar em prol dela fornecendo meios dignos de subsistência para que possam dedicar-se a esse trabalho sem preocupações materiais.
Justiça Social começa por aí: pagar com o dinheiro arrecadado do próprio povo pessoas que auxiliem de fato a população, os benfeitores sociais.

Os médicos e os professores são as meninas dos olhos de uma sociedade sadia, que conhece o bem que eles fazem através de suas vocações bem exercidas.E dá condições para que eles possam exercer suas vocações com competência.

Essa nação contribui para que o planeta atinja níveis cada vez mais perfeitos nas soluções dos problemas que surgem, criando e mantendo de fatos dias cada vez mais felizes para a humanidade.

Assim vemos com a ação do micro, a pessoa, influencia no todo, o macro. Ou ainda, a responsabilidade de cada um de nós na criação de uma sociedade mais perfeita, no verdadeiro amor.

Viver deveria ser sinônimo de criar uma realidade cheia de harmonia.
A verdadeira graça da vida está aí.

Todo o Universo estará aberto para as pesquisas de sua alma quando o amor-sabedoria for a luz que ilumina o seu caminho.

About Stela Vecchi

Estudiosa desde 1976 de Espiritualidade, Stela Vecchi encontrou na técnica oriental Feng Shui uma poderosa ferramenta para transformar a realidade, atraindo as melhores soluções para todas as fases de nossa vida. É a criadora de uma nova perspectiva de Feng Shui, o Feng Shui Lógico, que defende a adaptação do Ba-guá da Seqüência do Céu Posterior para o Hemisfério Sul. Sua teoria é baseada nos trigramas (e sua correlação com as estações do ano), e na mesma função das Estrelas-guia do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul: Polaris e Alpha-Crux. O Feng Shui Lógico criou o Método Solar das Quatro Estações, método inédito e válido nos dois hemisférios. Essa perspectiva compreende a profunda base filosófica chinesa e atualiza no Tempo e no Espaço essa importante ferramenta para criar harmonia e prosperidade. Autora dos livros Feng Shui Lógico (Ícone Editora, SP, 2004); No Céu do Hemisfério Sul, Brasil um Novo Começo, onde analisa a bandeira brasileira de um novo ângulo. O livro é dedicado à Educação; e O Caminho da Sabedoria, um livro sobre o AMOR. Suprarreligiosa, entende que estamos diante do desafio de unir tudo e todos no Amor-Cósmico, uma nova forma de entender e praticar o Amor: no equilíbrio e no respeito às diferenças. Ministra cursos de Feng Shui Lógico (Básico, Avançado e Profissionalizante). É consultora de Feng Shui Lógico e astróloga.
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One Response to Amor: a paixão serena que nos move

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