O escritor Pedro Silva, que nasceu e cresceu em Tomar, escreveu sobre o descobrimento do Brasil sob a ótica de um português, profundo conhecedor da História dos Templários.
Em seus estudos, ele descobriu que foi a Ordem de Cristo, sucessora dos Templários, a responsável pelo descobrimento do Brasil:
Breve introdução, por Pedro Silva:
Tenho, nos últimos anos, passado uma grande parte do meu tempo a estudar a temática templária. Não nasce, portanto, ao contrário de muitos, a minha paixão pelos Cavaleiros Brancos após algum mediático sucesso de obras que procuram desvendar codex secretos.Como muitos de vós sabeis, sou nado e criado em Tomar (Portugal), uma pequena cidade, localizada no interior central do meu país.
Actualmente, possui pouco mais de vinte mil habitantes, porém, um pouco por todo o lado, sente-se, no ar, a História dos Templários, vibrante, como se ainda fosse possível ver esses cavaleiros, da cruz vermelha, a patrulhar as ruas da povoação, majestosos, imponentes, plenos de fé.
Porém, muitos séculos volvidos, a aura de mistério é, ainda e sempre, uma realidade por aqui. Os seus habitantes orgulham-se dessa herança e, desde tenra idade, apreendem a importância dos Templários neste local que foi, em Portugal, sempre, efectivamente, a sua sede (mesmo que,oficialmente, nem sempre o tenha sido).
É aqui que encontramos um exemplo magnífico de arquitectura, o Convento de Cristo (no seio do qual reside uma jóia em pedra que chamamos Janela do Capítulo), incrustado no interior do imponente Castelo Templário. Quem nunca visitou o local não poderá, obviamente, corroborar as minhas palavras, mas a verdade é que se sente, principalmente ao subir a rua empedrada que nos leva à entrada secundária do Castelo, uma aura templária.
E o que significa aura templária?
Bem, é como se ainda fosse possível levantar os olhos do chão e deparar com um grupo de cavaleiros do Templo a conversar, calmamente, sobre aspectos do seu dia-a-dia ou, ainda, entrar na Charola do Convento de Cristo e vê-los, montados nos seus cavalos, a orar, em redor do Altar Sagrado.
Ora, foi neste clima histórico e simbólico que vim ao mundo. E, desde sempre, tal como os meus confrades, aprendi a importância dos Templários.
Porém, ao contrário de muitos outros locais, onde a História contada é a seu bel-prazer, por aqui a imagem que temos desta Ordem militar e religiosa é a mais positiva possível.
Sempre auxiliaram a cidade de Tomar, jamais procuraram espoliar os nossos bens e, ao invés, tudo fizeram para a engrandecer.
Séculos depois, ainda lhes prestamos tributo: as ruas evocam nomes de prestigiados cavaleiros do passado, as nossas empresas comerciais carregam, em si, derivados do nome Templários, todas as lojas fazem o mesmo e até os estabelecimentos de ensino se unem epistemologicamente à Ordem do Templo.
Somos, sem sombra de dúvidas, o remanescente de um passado glorioso!
Certo dia, atingida a maioridade, entendi que tinha chegado o momento de abalançar-me para um tema mais abrangente, dado que, até aí, apenas me tinha dedicado à ficção (o que pratiquei desde tenra idade, derivado ao facto de ter aprendido a escrever aos cinco anos). Em conversa com um familiar muito próximo, e mais velho, afirmou ele que o tema não poderia ser outro senão os Templários.
E, assim, nasce o meu primeiro grande trabalho e, mais tarde, a minha grande paixão pelo “MEU” BRASIL.
Para todos aqueles que julgavam que o “achamento” do Brasil se tinha concretizado em 1500, será uma declaração assaz polémica. Mas, naturalmente, quando me refiro a Brasil, não estou a entrar em questiúnculas históricas, mas sim a falar do “meu” Brasil, de um espaço físico aonde jamais fui, mas que a Internet trouxe até mim por volta de 1997/98.
Nessa altura era ainda um muito jovem aspirante a escritor, mas foi então que nasceu o meu fascínio pelo país e povo que habita nesse meu país-irmão.
Poderão indagar-se da razão, mas, para ser absolutamente sincero, nem eu consigo responder de forma directa e inequívoca – muitos apaixonam-se pelo Brasil pelo facto de ser um país solarengo (mas para quem, como eu, não aprecia sobremaneira o calor, e, para além disso, nunca foi ao Brasil, isso não seria uma razão válida); outros apaixonam-se pelas paisagens paradisíacas (apenas as conheço por televisão, livro ou ecrã de computador – e pode ter pesado um pouco nesta minha paixão, mas não creio que totalmente); ainda outros, finalmente, apreciam o modo aberto e franco do povo brasileiro (parece-me, de facto, ser este o motivo; nós, portugueses, somos mais introvertidos, mais formais e lidar com os meus amigos e amigas brasileiros deu-me uma nova noção de relacionamentos pessoais).
Desde logo, a par com a labuta diária pela minha carreira literária em Portugal, decidi que o Brasil teria de ser encarada numa perspectiva igualitária ao do meu país, ou seja, sempre que tivesse uma obra pronta a publicar, daria similar possibilidade a editores brasileiros e portugueses de a publicar. É assim que, em 2001, após a publicação da minha primeira obra em Portugal, um ano antes, surge um livro meu editado no Brasil que, ainda hoje, se mantém como referência extremamente positiva do carinho que os brasileiros me proporcionaram.
Sinto, de alguma maneira, estar em dívida para com o povo-irmão, não apenas os muitos milhares que decidiram adquirir aquilo que eu tinha escrito, mas todos os que decidiram apostar nas minhas qualidades de escritor e também todos os que me têm apoiado ainda antes de ver um título meu lançado para as prateleiras das livrarias e que depois disso continuam a ser meus amigos.
Porque, aparte todas as vendas que se possam ou não fazer, no final de “espremida a laranja literária”, sobre apenas o “sumo da amizade”. É isso que realmente nos conforta, que nos alegra, que nos dá alento e proporciona que continuemos nestas andanças culturais, em busca de deixar algo aos vindouros.
Não escrevo para mim; escrevo para todos. Obviamente que, se não me der prazer o que estou a escrever, então dificilmente conseguirei fazê-lo. Um verdadeiro escritor (na acepção da palavra que me tem guiado nestes, ainda, parcos anos) pensa, em primeiro lugar, no leitor e só depois na sua própria pessoa. Porque, se pensar em escrever para si, não valerá a pena publicar.
E o “meu” Brasil, esse, continua sempre aqui no coração. Tal como a vontade de um dia vir a conhecer fisicamente esse espaço geográfico que povoa a minha mente de uma maneira tão esplendorosa.
Desenvolvimento:
Quase uma década de estudos templários não alteram a minha ideia, antes a confirmam – a descoberta do Brasil foi fruto da vontade dos Templários!
Podem não existir muitas provas palpáveis para o confirmar, porém, as que existem, junto com uma análise pessoal, são suficientes para esta minha afirmação. Na realidade, não é apenas uma afirmação da minha pessoa, muitos outros investigadores têm chegado a uma mesma conclusão.
- E quem foram os templários?-
Pedro diz que ao longo dos anos de investigação, tem percebido, “da parte de uma imensa maioria, um forte interesse pela temática destes cavaleiros de longas vestes brancas. São, afinal de contas, a representação mais fiel da Cavalaria (nobreza, peritos em combate, indomáveis) da Idade Média. A verdade é que se tornaram, com a passagem dos séculos, motivo de teorias contraditórias e de muita especulação.”
Continuando,
- “Tenho procurado desmistificar algumas ilusões criadas para “vender livros”. Um investigador não pode, de forma alguma, enveredar pelo caminho do ilusionismo. Não é para isso que existe a nossa profissão. Temos de nos basear estritamente no que é comprovado. Quanto muito,podemos levantar possibilidades, através de documentos ou monumentos. Subsiste, até hoje, a dúvida sobre a data correta de implantação da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão (nome oficial). Porém, somos tentados a acreditar em 1118 como a mais fiel e a que se baseia em mais fatos concretos. O local é Jerusalém (no Médio Oriente), a cidade-santa para três religiões monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos. A sua missão (oficial) era a de proteger a rota de transporte dos peregrinos, visto que, à época, Jerusalém era um local de peregrinação constante, plena de fluxos humanos vindos da Europa. Era, por assim dizer, a viagem de uma vida! Havia quem vendesse todos os bens terrenos para poder deslocar-se até Jerusalém, procurando, pelo menos, tocar no que restava do célebre Templo, mandado construir pelo rei sábio Salomão, ou, até, pela possibilidade de caminhar pelo mesmo solo onde Jesus Cristo passara os seus dias. Porém, há muitos autores atuais (e, quando nos referimos a atualidade fazemo-lo tendo em mente finais do século XIX até ao presente momento) que consideram que os Templários (nome pelo qual se tornam mais conhecidos) tinham, em mentes, outros projetos ao serem criados. Ou seja, segundo estes, os nove cavaleiros iniciais (onde se destacava Hugo de Payns, o primeiro Mestre) teriam como fim principal encontrar, nos escombros do Templo de Salomão, a célebre Arca da Aliança (na qual estariam tesouros que, a ser descobertos, tornariam os seus detentores donos de um conhecimento de tal maneira transcendental que os levaria, facilmente, a governar o mundo). Não podemos, naturalmente, confirmar tais teorias. Mas que nos parecem, de certo modo, apelativas, isso não podemos ignorar. A verdade é que o fundamental em tudo isto, é que nove cavaleiros se juntaram, com o beneplácito da Igreja Cristã da cidade-santa, e apadrinhados por S. Bernardo de Claraval (o futuro mentor da Regra Templária), criando algo que, na altura, nem sequer sonhariam com a dimensão que viria a ter.
- E qual é a relação entre esses cavaleiros e o descobrimento do Brasil?
- Muitos contestam esta teoria ao afirmar que, em 1500, já não existiam Templários. Erro crasso. Apesar da extinção oficial da Ordem em 1314, a verdade é que, em Portugal, principalmente, as estruturas dos antigos templários permaneceram intactas. Como em mais lugar algum, Portugal tudo fez para os manter tal e qual como eram antes, convertendo-os na Ordem de Cristo, igualmente equipada de branco, da cabeça aos pés, e com uma cruz vermelha a encimar as vestes (neste caso, os braços da cruz templária endireitaram-se, numa tendência natural de retidão que se pretendia na nova Ordem).Foi esta cruz de Cristo, e não outra qualquer insígnia portuguesa, a balouçar, ao vento, nas velas das embarcações de Portugal que cruzaram os mares, por mares nunca dantes navegados, com escreveu o grande poeta português.
Hoje subsiste a idéia de Portugal ter dado novos mundos ao mundo e, provavelmente, o mais importante mundo que os navegadores portugueses descobriram foi, sem dúvida, o Brasil – esse país que é, na realidade, um continente! Decidi estudar algumas datas, nomeadamente a de partida das caravelas, em Portugal, ao comando de Pedro Álvares Cabral. A análise astrológica do período revela uma ação intensa, forte, com emoções exaltadas e objetivos vários envolvidos, com intenções reais mescladas desde desejo de expansão do cristianismo, até interesses egoísticos.Dá para perceber, pelos astros, que o monarca português, D. Manuel, em conjunto com o Mestre de Cristo e o Infante D. Henrique tinham planejado, muito cuidadosamente, o dia para zarpar.”
- Mas será que os portugueses estavam preocupados com astrologia?
- “Ninguém duvida, hoje em dia, da importância que a Astrologia tinha para os portugueses. Haviam sido chamados, ao reino, pelo Infante, os maiores astrônomos, astrólogos e demais estudiosos, à Escola de Sagres, para transmitirem os seus conhecimentos, e que pudessem ajudar na navegação. Do Oriente vieram muitos deles, sobretudo astrólogos – segundo conta a lenda (?), o Infante D. Henrique apreciava, sobremaneira, saber até que ponto a sua vida iria decorrer, através das artes da astrologia, mesmo que a astronomia fosse a matéria na qual aplicava maior tempo.Assim sendo, o dia não fora selecionado à toa. A Astrologia dava todas as respostas que os líderes de Portugal ansiavam – haveria contato com outros humanos (ou seja, novos povos iriam ser conhecidos) e a expansão da fé seria uma realidade. Nada disso invalidaria o aspecto monetário que, convenhamos, estava presente, de forma inequívoca. Sem dinheiro, a roda da fortuna deixaria de girar e os novos empreendimentos (leia-se descoberta de novas terras) estariam comprometidos.Mas o Destino, sempre ele, quis demonstrar, aos terrenos, que era sua a decisão e, por falta de ventos apropriados, a expedição foi adiada um dia. E, do anteriormente previsto domingo, tornou-se a segunda-feira o dia da partida, ou seja, 9 de Março de 1500.
Ou seja, o Destino tornou possível que a partida para descobrir o Brasil tivesse visto as suas potencialidades incrementadas. Também por isso, não tenha havido qualquer esmorecimento, da parte dos capitães das caravelas, pelo fato de ter que haver um adiamento da abalada.Convém efetuarmos um breve parêntesis para explicar como nasce este empreendimento. Anos antes, a construção das caravelas havia sido incrementada. Segundo os documentos existentes, foi na zona de Constância (Portugal), perto de Tomar, aproveitando a navegabilidade do rio Tejo, que foram construídas as embarcações que participaram nos Descobrimentos. A famosa Escola Náutica de Sagres era, apenas, um local de aprendizagem ao nível teórico (convenhamos, até, que era uma espécie de escola de iniciação mística, atendendo a que, como referimos anteriormente, astrônomos e astrólogos conviviam lado a lado), formando os futuros capitães. Assim, era junto a Tomar que as embarcações eram tornadas realidade, a partir da madeira do Pinhal de Leiria, cuja distância distava poucas dezenas de quilômetros. Este, fora repovoado por D. Dinis, substituindo os tradicionais pinheiros-mansos pelos mais eficazes pinheiros-bravos (que conseguiam suster, mais eficazmente, o avanço da areia e, ao mesmo tempo, tinham características que se coadunavam com a atividade marítima).Nessa altura, os pensamentos eram gigantescos, assim como seriam as tarefas futuras. Dobrar o Cabo das Tormentas, posteriormente Cabo da Boa Esperança seria algo impensável anos antes, mas os portugueses conseguiram-no, servindo-se de embarcações aparentemente rudimentares e, digamos mesmo, simplórios e frágeis, a um olhar menos atento.Mas essa ilusória fragilidade permitia ganhos efetivos em velocidade e mobilidade, tornando uma realidade a ultrapassagem de barreiras naturais, anteriormente consideradas inacessíveis. A chegada à Índia foi uma delas. Por essa altura, tanto Portugal como o reino vizinho (atualmente conhecido por Espanha), estavam no auge da sua fama histórica. Tanto assim foi que deram-se ao luxo de propor ao ocupante do trono de São Pedro, localizado em Roma, a divisão do mundo em duas metades.Ansioso pela conversão de mais e mais povos para a fé cristã, o papa acedeu de pronto e assim nasceu o Tratado de Tordesilhas. O papa, na altura do Tratado de Tordesilhas era Alexandre VI, notoriamente conotado pela história como aliado de Espanha. A sua personalidade era, mesmo assim, forte, um homem de paixões e conhecedor da importância das terras ainda não descobertas (por volta de 1494). Sobre o poder da Igreja Católica, podemos afirmar que era quase total, sobretudo porque as duas maiores nações da época (Portugal e Espanha) lhe estavam submetidas.
Ainda hoje, a Península Ibérica representa um dos maiores bastiões católicos da Humanidade.
Curiosamente, os portugueses fizeram-se rogados com a ideia inicial, proposta no mapa do mundo. Havia uma indecisão do lado espanhol em aceitar a contraproposta do rei D. Manuel. O seu cognome era “o Venturoso”. Era assim conhecido pelo fato de todos os seus grandes projetos serem bem-aventurados, isto é, terem sido alcançados com grande valor. É considerado, por muitos, o mais bem sucedido monarca português, atendendo a que, no seu reinado, que Portugal alcançou o maior poderia econômico da sua História. Nasceu em 1469 e faleceu em 1521, tendo contribuído decisivamente, no plano interno, para a reforma do Estado, compilando novas leis e reformando os forais e os direitos alfandegários. Nas relações externas, manteve-se neutra, não abraçando novos conflitos.
Analisando novamente o mapa, com a sugestão lusitana, o monarca espanhol franziu o sobrolho ao reparar que os portugueses apontavam ligeiramente para Oeste o traçado inicial. Mas para quê, questionava-se o castelhano, se todos sabiam que as riquezas estavam para Oriente?
Com alguma indiferença aceitou o pedido. Curiosamente, sabemo-lo hoje, havia uma forte razão para que Portugal, pura e simplesmente, tenha desistido da América do Norte (que os espanhóis viriam a encontrar pela interessante personagem Cristóvão Colombo, que investigações recentes comprovam como sendo de nacionalidade portuguesa) e preferisse batalhar pelo mar mais a sul que, à partida, seria o vazio total.Alguém acredita que o monarca português tenha desistido de uma certeza (chegar às Índias, por Oeste) pela incerteza total (a existência de terra firme a sul do atual Equador?) sem ter alguma base sólida?
Pois, essa base existia, e confirmada em Esmeraldo de Situ Orbis, um tratado redigido pelo navegador Duarte Pacheco Pereira. Aqui, este explica como fora enviado por D. Manuel a perscrutar a hipótese de existirem terras a Oeste, no hemisfério sul. E ele as veio a encontrar, em 1498, mesmo que tenha decidido não as explorar, evitando grande publicidade ao fato.Naturalmente, que poderíamos recuar um pouco mais, chegando, até, ao reconhecimento de que os Templários poderiam ter chegado ao atual México séculos antes (essa é uma teoria que, neste momento, não é passível de confirmação). O que acredito piamente é que, por meio de a Ordem do Templo ter tido acesso aos mais pormenorizados mapa-mundi da Idade Média, uma época em que o conhecimento externo à Europa era pouco e incorreto, os levou a relegar esses conhecimentos na posterior Ordem de Cristo, criada especialmente em Portugal.De que outra forma se pode entender que o papa de Roma tenha dado a uma inexperiente ordem militar, nascida em Tomar sob a égide da Cruz de Cristo, o direito eclesiástico e espiritual de todas as terras conquistadas nas chamadas terras dos infiéis? Qual a garantia que
Roma possuía se não o conhecimento do anterior desempenho templário e a certeza que a sua sucedânea iria trabalhar em contacto direto com o papado?
Independentemente do que se diga e se escreva, a verdade é que nem os monarcas portugueses, nem os papas em Roma, estavam de tal maneira enlouquecidos que se dessem ao luxo de colocar algo tão importante nas mãos de um grupo de cavaleiros, sem terem contrapartidas (garantias). Não é assim que se gere o mundo. Portanto, todos os indícios me levam, e a outros autores, a concluir que a Ordem de Cristo, paralelamente a uma estrutura portuguesa, eram-no em nome do mundo inteiro que falasse a mesma linguagem cristã de fé.
Não vou contestar eventuais excessos cometidos por navegadores, por membros da tripulação, ou de um desfalque a riquezas das nações encontradas. Alguém duvida que, à época, a principal preocupação dos monarcas portugueses e espanhóis não fosse o lucro e as riquezas materiais dos locais descobertos? Só um néscio não o reconheceria.
Mas, dos estudos que tenho vindo a efetuar, posso afirmar que, por exemplo, o Infante D. Henrique era um homem extremamente pio e consciente da importante missão de fé que a Ordem de Cristo, nas navegações, poderia desenvolver.Ou seja, havia um forte apelo religioso a motivar os Descobrimentos. Esse também não vou escamotear. E, tal como muitos têm afirmado, o Brasil foi o mais importante descobrimento, para o Ocidente, que os portugueses alcançaram – em todos os sentidos! E bendito seja o Brasil por tudo o que de bom tem conseguido fazer enquanto nação autônoma e que, já o sendo, será ainda maior no futuro, quando a conjuntura econômica permitir que todos produzam em prol de um mesmo objetivo.
Confesso: sou um apaixonado pelo Brasil e pelo seu povo.
Curiosamente, há muitos que me consideram o português mais
brasileiro de Portugal! Também disso me orgulho.
O clima era dos mais agradáveis que os navegadores jamais tinham encontrado, o solo era fértil como poucos, a água do litoral era ótima para relaxar e as gentes menos hostis que as encontradas em outros locais. Certo, mortes ocorreram! Crueldades existiram. Em tudo o que seja colônia, infelizmente, há sempre duas partes e versões distintas. Mas o miscigenação foi uma realidade, o que nos faz pensar que, de algum modo, os portugueses, ao contrário de outros, não se consideraram superiores aos povos encontrados e que, com o tempo, ambos os lados aproveitaram algo de outrem. Isto
podemos comprová-lo pela leitura de textos de padres jesuítas, referindo, escandalizados, que alguns missionários portugueses se haviam convertido a usos e costumes indígenas.Da minha parte, enquanto português, apenas posso naturalmente, pedir perdão pelos atos irrefletidos dos meus antepassados. não deixando, naturalmente, de sentir forte orgulho na História do meu país, tal como todos sentirão das suas próprias nações.
Há uma grande personalidade, infelizmente pouco estudada em Portugal, ou, pelo menos, não da forma que merecia, que foi o Padre António Vieira, que, a par de uma grande pensador, nos deixou pérolas literárias de grande relevo. Tenho-o lido com frequência, em especial o Sermão de Santo António aos peixes. Convém aqui transcrever um pouco, para deleite do leitor:
“Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra;
e chama-lhe sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal.
O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será ou qual pode ser a causa dessa corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar.Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina;ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhe dão, a não querem receber.
Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra;ou porque antes a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem do que fazer o que dizem; ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes em vez de servir a Cristo servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.”Palavras redigidas séculos antes podem, ainda hoje, ser consideradas atuais, nos tempos complicados que correm.
Mas, retomando o fio à meada, voltemos a Belém, no dia 8 de Março de 1500. Com uma tripulação de 1500 homens, espalhados por treze embarcações, a frota portuguesa aprestava-se para zarpar rumo ao “desconhecido”. Mas não quis o vento correr de feição e o atraso fez-se sentir.Partiram, então, como lemos no início, no dia seguinte. Matutemos um pouco no que seriam as condições dos marinheiros portugueses, em pleno ano de 1500. Apesar de as experiências anteriores lhes terem ensinado alguns truques e demais conhecimentos, a verdade é que partir em viagem na época era totalmente diferente do que é atualmente. Imaginemos entrar, hoje em dia, numa avião sem telefone celular, sem computador de bordo, sem comunicações via satélite, sem serviço de refeições, entre outros pormenores que damos como adquiridos.A água potável que levavam era controlada e contada. A comida escassa e “à medida”. Não havia caixa de primeiros-socorros. Enfim, havia apenas boa vontade e muita fé. Segundo a Carta de Pêro Vaz de Caminha, cinco dias depois da partida terão encontrado as Canárias, sendo que a 22 de Março vislumbraram as ilhas de Cabo Verde. Apesar do que possa pensar-se, a rota seguiu um caminho tão correto, em direção ao Brasil, que nos leva a supor que seria pré-concebido. A aproximação feita, ao Brasil, foi pelo quadrante sueste, o mais indicado, pelo que terá de ter sido intencional, com defende um insigne historiador brasileiro, Max Justo Guedes.
Também não deixa de ser relevante que, perto das ilhas de Cabo Verde, uma das caravelas se tenha perdido, passando, então, a ser apenas doze (o número mítico!). Este número representava, para os Templários, um sem número de simbologias importantes – os doze apóstolos de Cristo, os doze meses do ano, os dozes signos do Zodíaco ou os dozes Cavaleiros do Graal. É nesta base que a frota cabralina chegará a Porto Seguro, litoral do Brasil, a 22 de Abril de 1500.
De acordo com a análise astrológica, neste dia:
1. Vênus em Gêmeos em conjunção com Nodo Norte mostra a vocação
da Nova Terra: desenvolver o amor pleno.
2. A oposição de Plutão com Saturno demonstra que a
transformação seria feita com dificuldades e de forma dolorosa,
porém, a hora era chegada.
Como tal, novamente o Destino interferiu com este acontecimento, colocando os navegadores a pisar terra firme exatamente no momento certo. O Brasil seria a terra do amor pleno, que ainda e sempre será, mas que, para tal acontecesse, não seria fácil.
Na verdade, apesar de todas as adversidades, o povo brasileiro é o que mais sorri no mundo inteiro. A mistura de sangue africano, indígena e europeu tornaram-no no ser humano mais mundialista de todos. Quando um brasileiro se olha ao espelho está, pura e simplesmente, a vislumbrar o planeta Terra!Claro que não podemos descurar as dificuldades pelas quais o povo da terra do pau-brasil tem passado todos estes séculos.
Prosseguindo na análise da História, estamos, precisamente, no momento em que Porto Seguro (assim denominado pelos portugueses pela calma das suas águas, dando possibilidade às caravelas de atracar) foi pisado por ocidentais, supostamente pela primeira vez.
Conclusão:
O primeiro contacto dos portugueses com os indígenas foi descrito por Pêro Vaz de Caminha, o cronista que o futuro tornou famoso:
“A feição deles é serem pardos, quase avermelhados, de rostos regulares e narizes bem feitos; andam nus sem nenhuma cobertura; nem se importam de cobrir coisa nenhuma, nem de mostrar as suas vergonhas. E sobre isto são tão inocentes, como em mostrar o rosto. (.) Os seus cabelos são corredios; e andavam tosquiados de tosquia mais alta que sobre-pente de bom tamanho e raspado até acima das orelhas.”
De verdade, segundo me parece, da leitura efetuada às crônicas dos portugueses, a primeira impressão foi que se tratavam de um povo, ou conjunto de povos, amistoso e extremamente inocente, como o são todos aqueles não tocados pela mão da modernidade.Não é objetivo deste capítulo criar um tratado histórico sobre o nascimento de uma nação; porém, é-o de demonstrar a influência dos Templários (e, obviamente, da sua sucedânea, em Portugal, Ordem da Cruz de Cristo) na descoberta do Brasil.Creio, sinceramente, ter conseguido fazê-lo. Como temos vindo a reparar, há um determinado número de indícios que, inequivocamente, nos colocam na rota templária, ou mesmo num plano projeto séculos antes, que incluía a evangelização do mundo pagão.
Derramar fé cristã sobre todos os locais do planeta era um pensamento constante. Em primeiro lugar, por desconhecimento e incapacidades materiais, viraram-me para Jerusalém, onde milhares pereceram, de ambos os lados da barricada, lutando por um objeto maior que o Homem.
Mas, de que lado está a razão? A quem pertence Jerusalém, a cidade-santa? A ninguém em particular, e a todos, na minha opinião. É três vezes santa, por nela estarem os locais sagrados de judeus, cristãos e muçulmanos.
Quando a sua perda foi confirmada, os cruzados regressaram a casa, mais que derrotados, autenticamente resignados. Os Templários, enquanto Ordem militar e religiosa mais famosa, foram, por todos, apontados como os principais culpados. Ganância foi uma das acusações mais veementes. É um fato que haviam acumulado riquezas, em posses terrenas, maiores do que algum dia julgariam ser possível, sobretudo se atendermos que era uma ordem monástica cuja principal linha de rumo era, exatamente, a pobreza.
Mas a Ordem do Templo não pode ser considerada culpada pela falha na concretização de um objetivo planeado antes da sua criação. Muito menos, o número de cavaleiros templários seriam suficientes para, sozinhos, levar a bom porto o sonho da cristandade.
O que fizeram, e bem, foi evidentemente o auxilio e, mercê e artes sem igual no campo da batalha, foram angariando novas e melhores possessões, criando inveja nos demais. Isso é evidente.
Deste modo, o culminar foi, de fato, as acusações a eles dirigidas por intermédio do rei francês, Felipe, o Belo. E, em 1314, Jacques de Molay seria o elo final dos Templários a ser destruído. Mas digamos que o termo “final” é demasiado forte, atendendo a que, na minha humilde opinião, os Templários prosseguiram a sua atividade, não exatamente da maneira que algumas associações neo-templárias ou similares pretendem, mas dentro da Ordem de Cristo.
Por esta ideia me tenho batido e debatido nos últimos anos e é o que continuarei a fazer. Analisem-se as várias sucessoras dos Templários, nos mais diversos países, e facilmente perceber-se-á o quão importante foi a Ordem de Cristo, ao ponto de, comprovadamente, ser a única, entre todas, com uma ligação directa com os Templários – só em Portugal os bens lhes foram entregues, sem processos, delongas ou expropriações em prol da coroa.Como tal, não é de estranhar que a Ordem da Cruz de Cristo venha a desempenhar um papel tão importante na futura tarefa que lhes foi delegada, no caso, os Descobrimentos Marítimos.
E, se a criação de Portugal, enquanto nação independente, muito antes de todas as outras na Europa, foi, sem dúvida, ideia tripartida de São Bernardo de Clavaral (monge de Cister que foi o mentor dos Templários), do rei português D. Afonso Henriques (representante da Casa de Borgonha, na França) e do Mestre do Templo da altura, não será, de todo, errado, concluir que a descoberta do Brasil (e a posterior colonização enquanto nação mais mundialista de todas) obedece a um plano do papa em Roma, dos monarcas portugueses e do Mestre da Ordem de Cristo.E, se Portugal seria, na Europa, a representação mais exemplar da fé cristã, numa nação propositadamente pensada para ser a ponta-de-lança da cristandade, virada para Oeste (atente-se que, na Península Ibérica, temos, pelo menos, três grandes focos de religiosidade – Nossa Senhora de Lourdes (Espanha),Santiago de Compostela (Espanha) e Nossa Senhora de Fátima (Portugal)), a grande realidade é que o Brasil representa exatamente o mesmo na América do Sul, enquanto maior nação católica.
Por tudo isto, é com grande felicidade que sinto que as novas tecnologias, e o passar dos anos, têm possibilitado uma re-aproximação de ambos os países, os quais, na sua essência, são e serão irmãos. E, como sempre acontece entre irmãos, pequenos arrufos não retiram o essencial – no fundo, amam-se incondicionalmente e defendem-se mutuamente.
Assim sucede com os nossos países, este Portugal à beira-mar plantado e este Brasil que Deus pintou com as melhores cores possíveis.
Há quem afirme serem, na realidade, um só país, um só coração a bater ao mesmo ritmo, uma só nação.A lusofonia é um fenômeno incontestávell, e sei que os vindouros terão oportunidade de o reconhecer como um dado ainda mais adquirido que nós, os contemporâneos.
A cultura e a língua portuguesa serão os pilares que sustentarão a ponte que une Portugal e Brasil!
Pedro Silva
Biografia:
Pedro Silva nasceu em 1977, em Tomar. Desde jovem o seu primordial interesse foi a literatura, primeiro na qualidade de ávido leitor e mais tarde dando os primeiros passos como autor. Publica a primeira obra em 2000 e, desde então, tem-se dedicado à escrita, ingressando por vários estilos literários, nomeadamente contos e crónicas mas, sobretudo, ensaio histórico. É em 2001 que alcança a primeira internacionalização literária, com a publicação de “História e Mistérios dos Templários” no Brasil. De lá para cá, em apenas oito anos, logrou publicar mais de trinta títulos, em Portugal, Brasil e Chile.
Para além dos seus livros, tem colaborado com vários jornais e revistas de onde se destaca: “Aventuras na História” (Editora Abril), “Desvendando a História” (Escala Educacional), “História Viva” (Duetto Editorial), “Angélia” (Pt) e “Adega” (Inner Editora), no que diz respeito a revistas, mas também em jornais portugueses e brasileiros – como foi o caso de “Diário de Aveiro” (Pt), “Jornal Entrevilas” (Pt), “Jornal Mundo Lusíada” (Br), “O Jornalzinho” (Br), “Jornal Audiência” (Pt), “O Templário” (Pt), “Região de Rio Maior” (Pt) e “O Almonda” (Pt), entre outros.
Livros Publicados
- “Ordem do Templo: Em Nome da Fé Cristã” (Ulmeiro, Portugal, 2000) Ensaio
- “História e Mistérios dos Templários” 2ª Edição Esgotada (Ediouro, Brasil, 2001) Ensaio
- “Escritos Errantes (histórias leves como o vento mas tocantes como a tempestade)” Esgotado (Publicações Senso, Portugal, 2002) Contos
- “Ku Klux Klan: Pesadelo Branco” (Magno Edições, Portugal, 2003) Ensaio
- “Tripla Imparável I: Juventude em Acção” (Magno Edições, Portugal, 2005) Ficção Juvenil
- “Os Templários e o Brasil” (Flâmula Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- “Templários em Portugal (a verdadeira história)” (Ícone Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- “Templários (Ordem Militar e Religiosa)” (Catedral das Letras, Brasil, 2005) Ensaio
- “Confraria Mística Brasileira: a História” (MAP, Brasil, 2006) Ensaio
- “Símbolos e Mitos Templários” (Centauro Editora, Brasil, 2006) Ensaio
- “Mistérios da Humanidade” (Via Occidentalis, Portugal, 2006) Ensaio
- “O Sol de Rita” (Corpos Editora, Portugal, 2006) Ficção
- “Roteiro Místico de Portugal” (Editora Leitura, Brasil, 2006) Turismo
- “Assassini (uma seita esotérica)” (Via Occidentalis, Portugal, 2006) Ensaio
- “História dos Lusitanos” (Editora Prefácio, Portugal, 2006) Ensaio
- “Romance na Net” (Idea Editora, Brasil, 2006) co-autor: Eliete Madureira / Ficção
- “Os Grandes Mistérios da Humanidade” (Axcel Books, Brasil, 2006) Ensaio
- “Já Passou” (Corpos Editora, Portugal, 2006) Ficção
- “Assassinos” (Pulso Editorial, Brasil, 2006) Ensaio
- “O Código da Maçonaria” (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Ensaio
- “1977” (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Crónicas
- “Portugal-Brasil: A Aventura do Descobrimento” (LGE Editora, Brasil, 2007) co-autor: Jean Angelles / Ilustrações: Gleydson Caetano / Ficção Infantil
- “Cátaros (história de uma heresia)” (Via Occidentalis, Portugal, 2007) Ensaio
- “História Mística de Portugal” (Saída de Emergência, Portugal, 2007) Ensaio
- “Templarios (Cruz y Medialuna)” (Bajo Los Hielos, Chile, 2007) co-autor: Sergio Fritz Roa / Ensaio
- “Roteiro do Portugal Templário” (Letras e Magia, Brasil, 2007) Turismo
- “História Mística do Brasil” (Centauro Editora, Brasil, 2007) Ensaio
- “Codex Templi (Os Mistérios Templários à Luz da História e da Tradição” (Zéfiro, Portugal, 2007) participação como autor do capítulo XXX “Os Templários e o Brasil (Terra de Vera Cruz)” / Ensaio
- “O dia em que a Corte Portuguesa chegou ao Brasil” (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Ensaio
- “Tomar (cidade templária)” (Edições Outrora, Portugal, 2007) Ensaio
- “As Maiores Personalidades da História” (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Primeiro Volume da Colecção “História Extraordinária do Mundo” / Ensaio
- “O Nascimento do Reino de Portugal” (Edições Chimpanzé Intelectual, Portugal, 2007) Ilustrações: Filipa Canhestro / Ficção Infantil
- “Templários (História Integral)” (Letras e Magia, Brasil, 2007) Ensaio
- “Dos Templários à Ordem de Cristo” (Via Occidentalis, Portugal, 2007) Ensaio
- “As Maiores Civilizações da História” (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Segundo Volume da Colecção “História Extraordinária do Mundo” / Ensaio
- “Aljubarrota: da Independência à Grande Batalha” (Edições Chimpanzé Intelectual, Portugal, 2008) Ilustrações: Filipa Canhestro / Ficção Infantil
-”Símbolos e Mitos Templários”, editora Centauro – no Brasil, onde tem tido enorme sucesso e é reconhecido sobretudo na abordagem da temática templária
- ” Mistérios da Humanidade”, Via occidentalis – Portugal
_________________________________________________________
Estou encantada com o texto:O Descobrimento do Brasil e os Templários segundo Pedro Silva. Através da leitura estive em cada canto de Tomar.Vislumbrei o Castelo Templário e a história passando poeticamente em cada frase do escritor.
Adquiri conhecimento literário com a história narrada.
Fica meu abraço e admiração pela obra de: Pedro Silva.
Ingrid Ditzel Felchak
Escritora e poetisa brasileira
Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro Sul do Paraná-Brasil.
http://blig.ig.com.br/ingridditzel/
Useful blog website, keep me personally through searching it, I am seriously interested to find out another recommendation of it.
What a great blog. I spend days on the internet reading blogs, about tons of different subjects. I have to first of all give kudos to whoever created your website and second of all to you for writing what i can only describe as an amazing post. I honestly believe there is a skill to writing articles that only a few posses and frankly you have it. The combination of informative and quality content is definitely extremely rare with the large amount of blogs on the internet.